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Welinton Trentin relata experiências na Jornada Mundial da Juventude

Após 16 dias em solo panamenho, Welinton Trentin, está de volta às terras hervalenses. O jovem hervalense foi um dos mais de 180 mil jovens de todo o mundo que participaram da Jornada Mundial da Juventude no Panamá, país localizado na América Central.

De acordo com Welinton, participar da JMJ foi uma experiência única e transformadora. “A Jornada Mundial da Juventude nos proporciona muito conhecimento e nos cria uma nova visão sobre a sociedade, o catolicismo e as diferentes culturas que compõem o planeta. Tudo isso, juntamente com a presença do Papa Francisco, torna o evento inesquecível na vida de quem participa”, explicou.

Atuando como voluntário na recepção dos milhares de peregrinos que participaram da JMJ, Welinton afirmou que colocar-se à disposição da Igreja foi uma experiência de fé muito gratificante. “Aprendi muito, conheci novas pessoas e pude, por meio desse diálogo, entender a importância da fé na vida das pessoas. Compreendi ainda que em muitos países, dedicar-se a fé por meio da Igreja Católica não é tão simples como parece e que é preciso ter muita fé para perseverar mediante as dificuldades”, comentou.

Presença do Papa Francisco foi o grande marco

Como acontece em todas as edições, a presença do Papa sempre é o ápice do evento. No Panamá não foi diferente. Papa Francisco,  chegou ao Panamá na quarta-feira (23) e foi acolhido por mais de dois mil jovens que o esperavam no Aeroporto. Daquele momento em diante, uma intensa agenda de atividades envolveu o Papa e os peregrinos durante os quatro dias que permaneceu no país latino-americano.

“Foi incrível! Estar perto do nosso Papa Francisco, sucessor de Pedro, é algo simplesmente inexplicável. Suas palavras, o modo com que conduz o povo, suas homilias sempre inspiradoras e seu exemplo de fé nos indicam o caminho da perseverança na fé em Jesus e Maria que ofereceu o seu sim para transformar o mundo”, contou emocionado.

Welinton esteve algumas vezes muito próximo do Papa Francisco. De acordo com ele, foram duas oportunidades em que a distância entre ambos era de, aproximadamente, dois metros. “Um momento inesquecível em minha vida”, finalizou.

Na Jornada Mundial da Juventude deste ano definiu-se que Portugal será o país sede da próxima Jornada Mundial da Juventude que acontecerá em 2022.

Confira o texto produzido por Welinton após sua passagem no Panamá:

Uma pessoa muito próxima a mim, me disse: ”Você tem que viver essa experiência! Você vai amadurecer muito! Ser voluntário da JMJ, é incrível.”
Essa pessoa me contou um pouco de como foi sua experiência na JMJ em 2013, aqui no Brasil.
Voltei para minha casa, com essas palavras na minha cabeça, de que eu teria que viver essa experiência, e que iria amadurecer muito.
A partir daí, comecei a procurar se havia sido iniciado as inscrições, ou se haviam se encerrado.
Pouco mais de 20 dias depois, vejo que as inscrições estavam abertas, e desta forma começou meu processo para ser voluntário da JMJ.
Isso era final de março.
Consegui a assinatura da carta de recomendação do bispo, alguns dias depois.
Dessa forma, começaram os momentos de espera.
Três meses depois, faço minha entrevista, e quase dois meses depois, em agosto, saiu o resultado que eu havia sido aprovado como voluntário da jornada.
Foi uma alegria muito grande!
Eu estava com os dois processos em aberto, tanto como peregrino e como voluntário.
Por fim, segui o caminho para ser voluntário.
Os dias foram cada vez mais se aproximando da viagem.
Dia 11 de janeiro, embarquei no ônibus, rumo a Porto Alegre, onde pegava meu voo ao Panamá, no dia seguinte.
Eu não havia saído do Brasil, e já estava sendo uma experiência muito significativa.
Conheci pessoas maravilhosas, que pude partilhar a vida, e levar um pouco de cada uma ao Panamá.
No dia 12, chego na Cidade do Panamá, um pouco perdido, sem ter um norte, porém logo fui me encontrando.
No dia seguinte, aproveitei e conheci um pouco a região próxima a onde estava hospedado. Vi muito o contraste da realidade da cidade, prédios enormes, lugares limpos, mas era só andar um pouco mais, que se encontravam ruas muito sujas, lugares mais simples.
Conheci todos esses lugares, sozinho.
E após essa caminhada de 17 km, me veio a seguinte frase:
“Quer ir mais rápido, vá sozinho, quer ir mais longe vá em grupo.”
No dia seguinte, fui ao alojamento, a onde fui designando, UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA DO PANAMÁ (UTP).
Foram dias muito intensos de aprendizado.
E estando lá, me surgiu a seguinte frase:
“Estar na JMJ, é conhecer um pouco do mundo, em um só lugar.”
Eu perguntava para algumas pessoas, como era o Catolicismo em seu país, por conta que o Cristianismo em si, não predominava em seu país.
Me marcou muito, o depoimento de uma chinesa, que me falou que lá, os cristãos são perseguidos, e eles precisam esconder a sagrada comunhão.
Ela ainda me contou, que talvez não conseguisse voltar, por conta que ela não poderia ter saído do país, para algo como a JMJ.
O que eu quero chegar com isso, é que vivemos em um país, que apesar das dificuldades, nos dá a liberdade de escolhermos o que queremos. Não estamos sendo perseguidos!
Conversando com essas pessoas, senti uma fé tão grande, quase inabalável. Que apesar das dificuldades, perseguições, seguem firmes buscando a Jesus.
Que possamos dar ainda mais importância, a esse Cristo vivo na Eucaristia.
O objetivo principal da Jornada, é buscar ainda mais Jesus, como centro da nossa vida.
Por meio dos depoimentos e da vivência que tive, esse chamado a seguir Jesus, me encanta cada dia mais.
Que possamos dizer o SIM, que Maria, disse a Deus, todos os dias de nossa vida, e que Jesus, não nasça somente no Natal, mas todos os dias no nosso coração.

Por fim, e não menos importante, quero agradecer, que por causa delas, essa experiência pode acontecer:
Agradeço:
Ao Bom Deus, pelo dom da VIDA, pela oportunidade.
A minha família, por me permitir realizar esse chamado.
A minha comunidade de fé, que me ajuda a preservar na busca por esse Jesus Eucarístico.
E a minha namorada, por ter sido a pessoa que me instigou a ser voluntário da JMJ.

Quero concluir com a seguinte frase, que um Arcebispo do Panamá falou durante a Jornada:
“Deixamos de ser jovens, quando deixarmos de sonhar.”